Tuesday, August 28, 2007

uma que eu poderia ter escrito

The Night I Was Going To Die
the night I was going to die
I was sweating on the bed
and I could hear the crickets
and there was a cat fight outside
and I could feel my soul dropping down through the
mattress
and just before it hit the floor I jumped up
I was almost too weak to walk
but I walked around and turned on all the lights
and then I went back to bed
and dropped it down again and
I was up
turning on all the lights
I had a 7-year-old daughter
and I felt sure she wouldn't want me dead
otherwise it wouldn't have
mattered
but all that night
nobody phoned
nobody came by with a beer
my girlfriend didn't phone
all I could hear were the crickets and it was
hot
and I kept working at it
getting up and down
until the first of the sun came through the window
through the bushes
and then I got on the bed
and the soul stayed
inside at last and
I slept.
now people come by
beating on the doors and windows
the phone rings
the phone rings again and again
I get great letters in the mail
hate letters and love letters.
everything is the same again.

(Bukowski)

Thursday, August 23, 2007

polaris

Eu fiz questão de esquecer
Lágrimas caladas esquecer
Derramei teu nome pelo chão
E nada mais crescia nesse chão

Vai voltar por não ter aonde ir
Vai voltar, voltar
E me acordar.

Ta aí uma banda daqui que não soa (graças ao bom gód) como bandagaúcha. Sim, eu tenho uma implicância com esse ar de bandagaúcha mesmo. Tudo me lembra TNT/CachorroGrande e eu fico enjoada.
Ah, a banda citada ali é a Pública. Aquela que eu perdi o show (que novidade) semana passada e me arrependo fortemente. Não foi por um bom motivo, fato.
Só pra não causar polêmica, vale lembrar de outra que não me soa como bandagaúcha: Superguidis. Esses sim, uso a camiseta mesmo sendo larga-e-curta-e-transparente.

Saturday, July 07, 2007

vagabundo iluminado

"É o vazio, tudo é vazio, as coisas só vêm para ir embora, todas as coisas feitas precisam ser desfeitas, e elas precisam ser desfeitas simplesmente porque foram feitas!"

Jack Kerouac

Tuesday, July 03, 2007

big hands

eu fico o dia inteiro imaginando onde você está
o que você estará fazendo numa hora dessas
será que aconteceu alguma coisa
que te fez lembrar de mim?
será que a gente estará junto no futuro?
acho que sim.
todo dia, toda hora, o tempo todo
eu tô falando em você
e toda vez que isso acontece
eu tento disfarçar, desdizer
pra que ninguém perceba o que se passa no meu coração
eu me pergunto
eu consegui dissimular?
acho que não.
...
(a 300km/h)

disco novo do autoramas está ótimo. bom, só por ter uma música chamada HOTEL CERVANTES eu já falaria bem dele, mas tem várias boas e o encarte está belo também. enfim, o que eu esperava. sempre o ''melhor disco do ano". (vamos lá droks, fale mal da banda agora, já estou preparada)

dia 13 tem show do colibri (se alguém souber onde, me avise. grata desde já)
dia 8 tem jay adams fazendo aquele baile bonito - como sempre - no garagem. 6 da tarde, 5 pila. vamos lá, jovens. certamente rola um cover de descendents e isso já compensa o frio e o ingresso. sem falar no pogo feminino - confirmado.

beijos libertinos

Thursday, June 28, 2007

roll the dice



if you’re going to try, go all the way.
otherwise, don’t even start.

if you’re going to try, go all the way.
this could mean losing girlfriends,
wives, relatives, jobs and
maybe your mind.

go all the way.
it could mean not eating for 3 or 4 days.
it could mean freezing on a
park bench.
it could mean jail,
it could mean derision,
mockery,
isolation.
isolation is the gift,
all the others are a test of your
endurance, of
how much you really want to
do it.
and you’ll do it
despite rejection and the worst odds
and it will be better than
anything else
you can imagine.

if you’re going to try,
go all the way.
there is no other feeling like
that.
you will be alone with the gods
and the nights will flame with
fire.

do it, do it, do it.
do it.

all the way
all the way.

you will ride life straight to
perfect laughter, its
the only good fight
there is.

Bukowski

Tuesday, June 26, 2007

go to alfredo's

We don't speak spanish
We just speak food
Because we're ALL
And that's ALL we do
This is no place to take a chick
The food is great but she might get sick
It's just a hole in the wall
But it's good enough for ALL!!!

"ALFREDO'S MUCHO BUENO"

NO, ALL!

Sunday, June 24, 2007

pedra, papel e tesoura

Arizona curled up with california
Then she tried to hide the whole thing from new mexico
Who knew before he saw them making out in yuma
That she was loving someone new
But california not california how could you
The bully loved her cactus
The underdog her pine
But she would only love one at a time
New mexico had always hated california
And though he knew that arizona wore the pants
He got loaded then he started throwing punches
The poor injun never had a chance
Scissors cut paper
Paper covers rock
Rock crushes scissors
Scissors break apart

muito claro. não consigo evitar essa música. da-lhe pedrinho.
vou parar, juro.

Monday, June 18, 2007

q/

why is it every time i think about you
something that you have said or implied makes
me doubt you
then i look into your cynical eyes and i know it
as if it never meant anything to me

parallel lines on a slow decline - tractor rape chain
better yet, let's all get wet on the tractor rape chain
speed up, slow down, go all around in the end

in the first place it's probably just paranoia
but there's a ghost in my room
and he says i better run
it's a thing i know - it's a thing i believe in
won't you tell it to go away?

GUIDED BY VOICES

Cansay dessa vida de ler Beats. Agora só quero ouvir GBV e ser um amorzinho.

Bela letra, música melhor ainda. Não que faça muito sentido agora, mas voltando uns meses, sim. E sábado minha cabeça voltou. Mas já retornei a realidade e, melhor ainda, achando engraçado.

Sou moça, já diria o mestre Colibri.

Monday, June 11, 2007

nina simone

Ain't got no home, ain't got no shoes
Ain't got no money, ain't got no class
Ain't got no skirts, ain't got no sweaters
Ain't got no faith, ain't got no beard
Ain't got no mind

o que eu tenho? paciência.

Friday, June 08, 2007

última mulher

"Desliguei o telefone. Pensei em Sara. Ela e eu não éramos casados. Eu estava no meu direito. Eu era escritor. Eu era um velho sórdido. As relações humanas nunca funcionavam mesmo. Só as primeiras duas semanas tinham alguns tchans; a partir daí, os parceiros perdiam o interesse. Caíam as máscaras e as verdadeiras pessoas começavam a aflorar: maníacas, imbecis, dementes, vingativas, sádicas, assassinas. A sociedade moderna tinha criado esses seres à sua imagem e semelhança, e eles se festejavam mutuamente num duelo com a morte, dentro de uma cloaca. Eu já tinha notado que a duração máxima de uma história entre duas pessoas era de dois anos e meio."

Buk.

Pronto. Adeus: Sara, Katherine, Tanya, Tammie, Nicole, Lydia, Dee Dee, Cassie, Debra, Tessie, Íris, Valerie, Mindy, April, Hilda, Gertrude e Liza. Sem mais mulheres na minha vida.

Como pode existir uma música chamada HOTEL CERVANTES?
É pra lá que eu vou. e foi lá que eu deixei a minha juventude (e dinheiro)

será?

"...e charlie brown espera por mais um ano o cartão de dia dos namorados da garotinha ruiva."

Monday, June 04, 2007

mais mulheres..


"Mulheres: gostava do das cores das suas roupas; do jeito de elas andarem; da crueldade de certas caras. Vez por outra, via um rosto de beleza quase pura, total e completamente feminina. Elas levavam vantagem sobre a gente: planejavam melhor as coisas, era mais organizadas. Enquanto os homens viam futebol, tomavam cerveja ou jogavam boliche, elas, as mulheres, pensavam na gente, concetradas, estudiosas, decididas: a nos aceitar, a nos descartar, a nos trocar, a nos matar ou simplesmente a nos abandonar. No fim das contas, pouco importava; seja lá o que decidissem, a gente acabava mesmo na solidão e na loucura."

Buk.

Agora faltam poucas páginas pro final. Digo que é um livro médio, não chega aos pés de Misto Quente ou Cartas na Rua. Mas ok, é engraçado. E mais, to lendo outros 2 ao mesmo tempo, logo começo a dar uns palpites sobre. Ou talvez não.

Beijos libertinos e de vento, jovens.

Sunday, May 20, 2007

1981, bambus.

A GANG DE POA CITY
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Sou um ser anômino como tantos caminhando pelas ruas de POA City. Mas acredito que tudo nesse mundo tenha no mínimo dois lados. E eu não me excluo desta regra. Irei abrir o jogo e contar como me tornei um fora-da-lei...

Eram aproximadamente 3:30 da manha, quando me dei conta que havia uma conspiração por tras de mim. Sabiam meu nome, meu endereço, meu telefone, sabiam onde conseguir informações que faltassem. Estava se fechando um cerco ao meu redor, mas eu percebi quem estava por trás disso. A idéia incial partiu de uma moça bornzeada chamada Katia. Era ela quem estava encabeçando este plano e em breve me mandaria algo por correspondência, que só Deus saberia o que era. Katia era uma jovem de 16 anos que tinha uma vida normal, até que foi atingida por um raio de sol UVB e passou a sofrer de distúrbios psicológicos que aos poucos deram origem à sua vida criminosa. Tratou de se desfazer dos vínculos que tinha com pessoas, com o colégio e etc e montou um laboratório secreto no açude do sítio de seus pais. Lá ela permaneceu enfurnada durante semanas trabalhando em seus planos diabólicos para azucrinar a vida das pessoas normais. O problema é que ela me escolheu. E eu, não sou uma pessoa normal...

Katia komeçou a se familiarizar com palavras e frases que expressam odor e sujeira, como "fedor" ou "vou passar coco na tua cara". E esse foi seu objetivo prncipal: abalar a sanidade das pessoas enviando-lhes cocos por correspondência. Sendo assim, ela deixava de ser a menina Katia, e passava a se tornar uma personagem criminosa das ruas de POA City: A Empregada Sanitária. Para concretizar seus objetivos, começou a influenciar uma jovem homossexual chamada Tamile, e tratou de convencer-la que o mundo é injusto, mas perante um pedaço de merda, a vida pode valer a pena. Tamile que andava aborrecida por já possuir todas as músicas do Red Hot Chilli Pepers e naum ter encontrado ainda outra banda que pudesse suprir sua necessidade emocional, acabou sendo influenciada pela Empregada Sanitária e aceitou o convite de comparecer ao açude para determinarem suas metas.

Ao chegar em casa, a jovem Tamile começou a revelar seu lado mais diabólico e assumiu interesse em se juntar a Empregada Sanitária. Em uma crise de violência, começou a mudar radicalmente seu quarto, arrancando tudo das paredes e reorganizando tudo de uma forma brutal. Ao terminar, seu quarto era um quarto limpo e típico de uma menina. Saiu de casa e foi direto para a sapataria de seu pai. Lá encontrou tudo o que precisava para lutar ao lado da Empregada Sanitária: cadarços, saltos, pedaços de couro, tachas. A partir deste momento, ela deixava de ser Tamile e se transformava em outra inimiga da lei: A Mulher Sapato.
Meia noite estavam as duas reunidas. Empregadiarréia vestindo um avental com manchas marrom e um lenço na cabeça, tirou um cigarro de trás da orelha e explicou como seria o plano e quem seria a primeira vítima. Mulher Sapato mostrou-lhe suas armas e lhe ensinou algumas táticas sapatais, como guspir na cara das pessoas. Tirou de sua pochete, um sapato que disparava pregos pelo salto, e ainda um dispositivo localizador, em forma de sola. Empregada Sanitária reuniu seus baldes e produtos químicos, e vendo seu plano idealizado, atirou-se no açude de felicidade.

Descobri que eu havia sido a vítma escolhida, através de Valentina, uma prostituta de meia-idade que morava em uma pensão da Av. Farrapos, escondendo em seu quarto um esqueleto o qual ela chamava de "nene" e insitia que tratava-se de uma pessoa com vida, o que ninguém acreditava. Ela buscava por algo que desce ao "nene" a forma física de uma pessoa, como antes. Valentina que em poucos anos teria a voz da Nair Belo, mesmo assim era minha amiga. Porém, caiu nas chantagens da Empregada Sanitária e passou meus dados para ela. Sabia ainda, que outra fonte de informação para minhas rivais poderia ser Tarantino-Sangue-Bom, uma bixa incompreendida que largou sua vida de menina-flor e transformou-se em um malandro perigoso que controlava uma boca de fumo no Beco do Mijo. Mas, Empregada Sanitária e Mulher Sapato ainda eram peixes pequenos, não conseguiriam a atenção de Tarantino-Sangue-Bom tão facilmente. Portanto, minha única preocupação era fazer com que Valentina parasse de me delatar.

Sabendo que não havia com quem eu pudesse contar, resolvi fazer justiça com as próprias mãos. Após isso, quando saí do banheiro, me dei conta de que teria de lutar contra a Empregada Sanitária e a Mulher Sapato para meu próprio bem, e futuramente o bem da humanidadee. Aguardei por um sinal, e tive a resposta. Os jornais anunciavam assaltos à três lojas de calçados de POA City, todos na mesma semana. Em todas as ocasiões, os funcionários amanheceram enforcados com cadarços e com seu cabelo queimado. Não foi difícil deduzir o que estava acontecendo. Mulher Sapato estava saqueando as lojas de calçados para reunir dinheiro suficiente e possibilitar à sua parceira do crime, Empregada Sanitária, a construção de um protótipo-arremessador de cocos de vaca. Mas eu não iria deixar isto tornar-se possível. Coloquei meu chapéu, um uniforme plástico-impermeável e em um cavalo cheguei até o açude a tempo de capturar Empregada Sanitária e Mulher Sapato, e entregá-las para a polícia. No outro dia os jornais anunciavam: "Empregada Sanitária e Mulher Sapato detidas por uma espécie de CowboY de Plastico". Sabendo de como eles me chamavam, liguei para a redação do jornal e pedi para que substituissem as letras "c" por "k". Afinal de contas, tenho personalidade. Assim sendo, acabei por descobrir que Mulher Sapato conseguiu fugir da prisão. Provavelmente, juntará esforços para libertar a Empregada Sanitária. Mas não posso deixar que isso aconteça... não mesmo...

CONTINUARÁ... (hm... VERDADE essa parte)



Leonardo Hermel (aloka)

Saturday, May 19, 2007

comentários pré-festa

"bonitinha essa música aí - california''

by Renata M.

hm. sacay.

sem título


Clean sheets mean a lot to a guy who sleeps on the floor
I whited your love, and a shelf in your dresser drawer
you tucked me in, stopped my tossing and turning

But I turned back the covers and saw those sheets are dirty

"To cansada de me cansar"
Jovens, parem de escrotisse.


Tuesday, May 15, 2007

nada esconde

Talvez escreva um poema
No qual grite o seu nome
Nem sei se vale a pena
Talvez só telefone
Eu ensaio, mas nada sai.
O seu rosto me distrai

(timidez - penélope)


Coisinha bem bonitinha essa música.
De tímida eu não tenho muito (há controvérsias), mas mesmo assim achei que combinava.

Baixa aqui, bonita!

Friday, May 11, 2007

mais uma do velho

"Vi uma estante com três ou quarto livros meus. Peguei um Lorca e sentei, fingindo ler. Era um jeito de não ter de olhar pros rapazes de shortinho. Tinham um jeito de eternos intocados; todos bem-nascidos, protegidos, com uma aura de contentamento. Nenhum deles jamais tinha estado em cana, nem trabalhado duro com as próprias mãos, nem mesmo recebido sequer uma multa de trânsito. Belezocas de pele leitosa, eles todos."

Mulheres.



Já fiz isso.

Tuesday, May 08, 2007

te vi no tilaute

Eu nunca pirei no metrô.
Fazer o ladrãozinho classe média nunca me impressionou.
Acho cafona.

www.tramavirtual.com/caxabaxa

Friday, May 04, 2007

old goats



Holy cow! I think I've got one here
Now just what am I s'posed to do?
I've got a number of irrational fears
That I'd like to share with you
First, there's rules about old goats like me
Hangin' 'round with chicks like you -but I do like you-
And another one: you say "like" too much

uouuu

Da-lhe Horrivers Cuomo.
Frio, hein? Que momento.

Tuesday, May 01, 2007

Liza

"Quando acordei, ouvi-a no banheiro. Será que eu devia ter forçado a barra? Como saber o que fazer? Em geral, pensava eu, é melhor esperar, se você tem algum sentimento pela pessoa. Se você a detesta logo de cara, o melhor é já ir trepando logo de cara; senão, era melhor esperar, depois trepar, e deixar pra detestá-la mais tarde."

Mulheres.
Buk

Saturday, April 28, 2007

cu

cuper says:
durma bem
cuper says:
sonhe com uns 2 ou 3 anjos
sal paradise says:
idem
cuper says:
um deles, negro.

Tem gente que vale a pena, mesmo às 6:15 da manhã. Com frio.
QUE ELOGIO, HEIN? NEM EU ACREDITEI NESSA.

Monday, April 23, 2007

eu não sei

Eu vi a minha namorada
Saindo do banheiro com mais 3 caras
Mas ela sabe, sim ela sabe o que faz
Ela explica: estava cheirando
Eu concluo: estava chupando
Mas ela sabe, sim ela sabe o que faz

(júpiter maçã)

Saturday, April 21, 2007

lembra do maicon?

Da-lhe Autoramas

O negócio é o seguinte. Por uma ironia absurda do destino eu ganhei ingressos pra festa que eu jamais pensei em ir. No fim, o impossivel aconteceu e lá estava eu na área vip (não sei pq era vip, não tinha muitas vantagens), adorando. Teve toda a magia por ser no mesmo lugar da minha primeira Fulltronic (acho que era a 3, ou 4). Isso lá por 1976. Por sinal, onde foi tirada a fotinho romantica-meiga ali do ''quero minha gatôrra". Muitos jovens, garrafas de água (ganhei uma e bebi, tava com sede, mas obviamente preferia uma kaiser), gurias peladas e usando chapéu (era pra ser moderno), homens de regata, calor infernal, papo furado (bombados não sabem falar português, mas eu me divirto). Enfim, foi muito light. Certamente voltarei. Gostei do som (lembrei de 76 e todo aquele papo de tentar diferenciar os estilos de eletrônica e falar mal dos DJs - menos do Cohen e do Paciornik, claro). Foi uma época muito AFUDÊ (odeio essa palavra, mas mereceu). Bah, todo mundo fora da casa, sempre tinha uma rave barata (estamos falando de 12 reais) pra ir e não eram lotadas, e muito menos de idiotas. Tudo bem, a gente era CLUBBER e isso realmente é meio cafona, muitas cores e acessórios de gosto questionável, mas era natural, e ninguém parecia se importar. Lembro de aguentar dançar até as 11:30 da manhã (????????????) e achar que pegar um ônibus depois de tudo isso era realmente OK. As coisas mudam..

O melhor de tudo foi o lucro. Agora poderay fazer planos. O Buzzcocks tá pago e estamos no fim do mês. E tá muito calor.

EU VOU VER BUZZCOCKS?!!?!!?!?
Ainda não caiu a ficha. Espero não chorar e pagar o vale.

You say you don't
You say you don't
You say you don't love me
Well that's alright with me
I'm not in love with you
I just want us to do the things we both want to do

Wednesday, April 18, 2007

as lutam iam bem

"...Era estranho estar ali com Katherine. As relações humanas são estranhas. Quer dizer, você passa um tempo com uma pessoa, comendo, dormindo, vivendo e amando, conversando com ela, indo aos lugares - e, um dia, tudo acaba.
Daí, você passa um tempo sem ninguém, até que aparece outra mulher, e aí você come com ela, trepa com ela, e tudo parece tão normal, como se você estivesse o tempo todo esperando exatamente por ela, e ela por você. Nunca achei correto estar sozinho; as vezes, era até bom, mas nunca achei correto."

Mulheres - Charles Bukowski

Monday, April 16, 2007

o pedrinho diz

Why don't you come over thursday maybe we can talk it through
As if some new information were possible to comprehend or introduce
After all you and I are nothing more than foregone conclusions

E eu concordo.

Sunday, April 15, 2007

quero minha gatôrra

Cá estou eu, 20 reais mais pobre e com uma bola roxa na perna. Manquei, admito. Mas pra alguma coisa valeu a pena. Lembrei que Daniela Perez amava a paz, que a droga que mais mata é a fome e que "sem fila, não há festa".
Tony ficou feliz ao saber que eu tinha ido num show dele com 15 anos (isso pq ele não ficou sabendo que eu tava de calça rosa, blusa rosa e bolsa rosa de pluminhas - fina).
E mais, lembrei como é bom caminhar pelo Bom Fim na madrugada (e não ser assaltada, claro).

Meu cabelo já não é mais comprido e eu não tenho mais essa cara de ''estou apaixonada pelo idiota ao lado". Localizei essa fotinho aqui, fiquei na dúvida entre rir ou chorar.



Eu ri.

Banda que mudou a minha vida essa semana: Guided by Voices
Sei que jamais lerá isso, mas agradeço ao Cavinato por ter insistido em mandar músicas ano passado e por algum motivo eu ter lembrado delas anteontem. Muito boas. Destaque pra "Dont Stop Now" e "Closer You Are''.

Arizona curled up with california (se fudeu)

Friday, April 13, 2007

bad diary days

She swore that she could explain
She swore that it would not happen again
She swore that she could explain
We both knew her words were in vain

É verdade. Infelizmente
Da-lhe Pedrinho, mais uma vez...

Wednesday, April 11, 2007

splash shine




não quero mais ser só
não quero mais ser seu só
não quero mais

Mombojó.
Foto do show que eles abriram pro Los Hermanos ano passado. Engraçado pensar que eu vi esse show odiando, contando os minutos pra acabar e agora vou gastar 289 mil reais em taxi pra ir ver de novo.

www.mombojo.com.br
dá pra baixar os cds inteiros lá

MULHERES

Graças a minha ''tosse-gripe-dor de garganta-acho que estou morrendo'' comecei a ler Mulheres do Bukowski anteontem. Presentinho da pessoa mais veganuxa do Brasil - Droks. Enfim, até agora to achando ótimo. Eu andava com uma imagem meio fraca do velho, pensando ''ah, ele é infantil mesmo, prefiro ler Fante'', mas esse livro (pelo menos até a pág.45) está surpreendendo. Acho que ainda gosto da chinelagem.

"Lydia e eu estávamos sempre brigando. Ela adorava um flerte e isso me irritava. Quando a gente saía pra comer, eu tinha certeza que ela ficava cruzando olhares com algum homem no restaurante. Quando meus amigos vinham me visitar e Lydia estava lá, eu percebia o papo dela se tornando íntimo e sexual. Ela costumava se sentar bem perto dos meus amigos, colando-se o máximo possível a eles. E eram as minhas bebedeiras que irritavam Lydia. Ela adorava sexo e meus porres atrapalhavam nossas trepadas. "Ou você tá muito bêbado pro negócio à noite ou passando muito mal de manhã'', ela dizia. Lydia ficava uma fera se eu bebesse uma única garrafa de cerveja na sua frente. A gente rompia pelo menos uma vez por semana - "pra sempre" - mas acabava dando um jeito de voltar. Ela termira de esculpir minha cabeça e me dera o troço de presente. Quando a gente rompia eu botava a cabeça ao meu lado, no banco da frente do carro, tocava pra casa dela, e deixava o troço na soleira da sua porta. Daí, ia pruma cabine telefônica, ligava pra ela e dizia: "A porra da cabeça taí fora, na sua porta!" A cabeça ia e vinha o tempo todo...

A gente tinha acabado de romper mais uma vez e lá estava a cabeça na porta da Lydia. Então, caí na bebida - de novo um homem livre."

Monday, January 15, 2007

seguinte:

só tem Pedro aqui

mandem logo alguma musica do DROKS/CUPER THE LION
to ficando curiosa já (mentira)