Saturday, March 17, 2012
sabadão
foco, foco, foco, é só um fim de semana, vai passar, vai passar, já está passando... o que tiver que ser será. calma, calma, já tá na metade. NÃO ENLOUQUECER, CALMA, CALMA, MUITA CALMA.
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Wednesday, March 14, 2012
tema de março
The first time I saw you
I didn't think you were special
But now I've realized
That you're the one I want to grow old with
(ok. não é pra tanto, mas né?)
I didn't think you were special
But now I've realized
That you're the one I want to grow old with
(ok. não é pra tanto, mas né?)
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Sunday, March 04, 2012
''o pano nunca cai''
o problema da pessoa que foi traída é que ela precisa de todo tipo de reforço e segurança e prova e paciência e transparência na relação e uma vírgula no lugar errado já traz todo passado à tona e desencadeia uma série de pensamentos catastróficos onde tudo se une e parece ser mais uma peça do quebra-cabeça que se encaixa provando que novamente se foi logrado.
é difícil fechar os olhos.
what I used to be will pass away
é difícil fechar os olhos.
what I used to be will pass away
and then you'll see... ou não.
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Friday, February 24, 2012
trecho sobre Êxtase, de Machaty
O marido que morre com os óculos na mão é uma representação típica da condição do homem moderno, que vive inteiramente em luz artificial e que, mesmo na morte, persiste agarrado à sua falsa visão. Nasceu com óculos e morre com eles - os óculos de grossas lentes de cor que o oculista, a sociedade, lhe fornece quando ainda está no útero. Ele nunca contemplou verdadeiramente a vida, e poderá perguntar-se se alguma vez conhecerá a morte. A vida passa por ele, e a morte também. Continua a viver, imortal como uma barata.
Henry Miller, O Olho Cosmológico
Henry Miller, O Olho Cosmológico
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Thursday, February 23, 2012
Amanhã não é nenhum dia incerto - é um dia como outro qualquer: amanhã é o resultado de muitos ontens e surgirá com um efeito potente, acumulativo. Serei amanhã o que decidi ser ontem e antes de ontem. Não é possível que amanhã possa negar e anular tudo o que me conduziu ao momento presente.
Henry Miller, O Olho Cosmológico
Henry Miller, O Olho Cosmológico
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Saturday, February 18, 2012
música do dia
amo músicas natalinas e isso não é segredo [oi to the world, meu disco preferido do vandals, me entrega], ou seja, quase infartei quando descobri 'got something for you' do wavves com best coast. tem sinos e uh uh uhs, só faltou palminhas [se eu não ouví por favor me avisem].
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Thursday, February 16, 2012
Tuesday, January 03, 2012
vaso com flores
É engraçado como um livro ou um disco podem ter um efeito totalmente diferente na gente dependendo da época. Eu lembro que quando li Sonhos de Bunker Hill há alguns anos achei incrível e, ano passado, ao reler, achei raso.
Bom, estou aqui só pra abrir meu coração sobre o disco Myra Lee da Cat Power. Logo que eu comecei a escutar as músicas dela achei esse álbum intragável, soava um tanto quanto perturbador. Eis que o tempo passou e eu fui me apaixonando por uma música atrás da outra e agora é o meu disco preferido. Ele é cru, ecoa, é como alguém gritando num salão vazio. Acredito que tenha sido uma fase de muitas drogas. Enough é uma facada no peito, afinal, quem consegue achar o suficiente para tirar de nós? Still in love é a balada arrebatadora, tenho vontade de abraçar a música. Fala do amor perdido, aquele sentimento mais clássico de tristeza ao ver a pessoa com outra e parecendo feliz. Básico, real, simples assim, lindo. Wealthy Man é suave e triste, Top Expert belíssima, Rockets jovial, Great Expectations envolvente e o resto não importa. Essas me bastam. Sei que esse disco não agradará 80% das pessoas, mas chega um momento da vida que apenas ele faz sentido. Cheguei lá. Depressivo? Não, profundo apenas. Obrigada, Chan.
Bom, estou aqui só pra abrir meu coração sobre o disco Myra Lee da Cat Power. Logo que eu comecei a escutar as músicas dela achei esse álbum intragável, soava um tanto quanto perturbador. Eis que o tempo passou e eu fui me apaixonando por uma música atrás da outra e agora é o meu disco preferido. Ele é cru, ecoa, é como alguém gritando num salão vazio. Acredito que tenha sido uma fase de muitas drogas. Enough é uma facada no peito, afinal, quem consegue achar o suficiente para tirar de nós? Still in love é a balada arrebatadora, tenho vontade de abraçar a música. Fala do amor perdido, aquele sentimento mais clássico de tristeza ao ver a pessoa com outra e parecendo feliz. Básico, real, simples assim, lindo. Wealthy Man é suave e triste, Top Expert belíssima, Rockets jovial, Great Expectations envolvente e o resto não importa. Essas me bastam. Sei que esse disco não agradará 80% das pessoas, mas chega um momento da vida que apenas ele faz sentido. Cheguei lá. Depressivo? Não, profundo apenas. Obrigada, Chan.
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Monday, December 05, 2011
Friday, November 04, 2011
se pá
Se sou tudo o que há, não vale a pena preocupar-me.
A esperança é uma coisa má. Significa que se não é o que se deseja ser. Significa que parte de nós está morta, se não estivermos inteiramente mortos. Significa que nos alimentamos de ilusões.
É-me completamente indiferente o destino do mundo. Não sou pessoa de reservas nem faço compromissos. Sou - e isso é tudo.
Com cada uma das linhas que escrevo liquido o 'artista' em mim. Com cada uma das linhas cometo um homicídio em primeiro grau ou suicídio. Não desejo alimentar as esperanças dos outros, nem inspirar outros. Se soubéssemos o que é ser inspirado não inspiraríamos. Seríamos, simplesmente.
Henry Miller, O Olho Cosmológico
A esperança é uma coisa má. Significa que se não é o que se deseja ser. Significa que parte de nós está morta, se não estivermos inteiramente mortos. Significa que nos alimentamos de ilusões.
É-me completamente indiferente o destino do mundo. Não sou pessoa de reservas nem faço compromissos. Sou - e isso é tudo.
Com cada uma das linhas que escrevo liquido o 'artista' em mim. Com cada uma das linhas cometo um homicídio em primeiro grau ou suicídio. Não desejo alimentar as esperanças dos outros, nem inspirar outros. Se soubéssemos o que é ser inspirado não inspiraríamos. Seríamos, simplesmente.
Henry Miller, O Olho Cosmológico
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Friday, September 30, 2011
tentando voltar
Ele possui então aquele olhar de atenção concentrada que vem e vai como a luz de um farol, mas é tão intensa, que por longo tempo ainda sentimos a sua claridade atrás de nós.
Em lugar algum parecia haver espaço para um acaso.
Rainer Maria Rilke, Auguste Rodin
Em lugar algum parecia haver espaço para um acaso.
Rainer Maria Rilke, Auguste Rodin
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Wednesday, July 06, 2011
Wednesday, June 15, 2011
Wednesday, June 08, 2011
...
Se não me opus à amante, foi porque de todos os poderes que alguém pode exercer sobre outrem, somente o seu, incoercível, parecia-me correto. Abandonado como estou, não era meu desejo evitá-la; anseio, porém, por atravessá-la! Que ela seja uma janela para o mundo ampliado da existência... (não um espelho.)
xxx
Não posso escapar de mim mesmo. Pois se eu desistisse de tudo, tudo, e me atirasse cegamente a teus braços, como por vezes desejo, e aí me perdesse, tearias contigo alguém que houvera desistido de si mesmo: não seria a mim que terias, não a mim.
Não sou capaz de dissimular e me transformar. Exatamente como na minha infância, diante do violento amor de meu pai, ajoelho-me no mundo e peço indulgência àqueles que me amam. Sim, que me poupem! Que não me consumam para sua própria felicidade, mas me assistam a fim de que se desenvolva em mim aquela felicidade mais funda e solitária. Sem a grande demonstração dessa felicidade, por fim, não me haveriam de ter amado.
Rainer Maria Rilke, O Testamento
xxx
Não posso escapar de mim mesmo. Pois se eu desistisse de tudo, tudo, e me atirasse cegamente a teus braços, como por vezes desejo, e aí me perdesse, tearias contigo alguém que houvera desistido de si mesmo: não seria a mim que terias, não a mim.
Não sou capaz de dissimular e me transformar. Exatamente como na minha infância, diante do violento amor de meu pai, ajoelho-me no mundo e peço indulgência àqueles que me amam. Sim, que me poupem! Que não me consumam para sua própria felicidade, mas me assistam a fim de que se desenvolva em mim aquela felicidade mais funda e solitária. Sem a grande demonstração dessa felicidade, por fim, não me haveriam de ter amado.
Rainer Maria Rilke, O Testamento
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Tuesday, May 24, 2011
vida de merda
"Tudo que eu tinha que fazer era ficar em casa, desistir de tudo, arranjar uma casinha para mim e pra mamãe, meditar, viver tranquilo, ler ao sol, tomar vinho ao luar com roupas velhas, afagar meus gatos, dormir com bons sonhos - e agora olha só o petrain* em que eu fui me meter, ah merda!"
*bagunça
Jack Kerouac, Anjos da Desolação
Entendo.
*bagunça
Jack Kerouac, Anjos da Desolação
Entendo.
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Monday, May 23, 2011
...
Será que o hidrante chora tantas lágrimas como eu?
Só o que eu lembro é que antes de eu nascer existia alegria. Na verdade eu lembro a obscura alegria contagiante de 1917 mesmo tendo nascido em 1922! Vésperas de ano-novo passaram e eu era pura alegria. Mas quando fui arrancado do ventre da minha mãe, azul, um bebê azul, eles gritaram para me acordar, e me deram palmadas, e desde então eu sou pessoa castigada e perdida para sempre e tudo mais. Ninguém me dava palmadas na alegria! Será que deus é tudo? Se deus é tudo então foi deus quem me bateu. Por motivos pessoais? Tenho mesmo que carregar este corpo de um lado para o outro e chamá-lo de meu?
Jack Kerouac, Anjos da Desolação
Só o que eu lembro é que antes de eu nascer existia alegria. Na verdade eu lembro a obscura alegria contagiante de 1917 mesmo tendo nascido em 1922! Vésperas de ano-novo passaram e eu era pura alegria. Mas quando fui arrancado do ventre da minha mãe, azul, um bebê azul, eles gritaram para me acordar, e me deram palmadas, e desde então eu sou pessoa castigada e perdida para sempre e tudo mais. Ninguém me dava palmadas na alegria! Será que deus é tudo? Se deus é tudo então foi deus quem me bateu. Por motivos pessoais? Tenho mesmo que carregar este corpo de um lado para o outro e chamá-lo de meu?
Jack Kerouac, Anjos da Desolação
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Wednesday, May 18, 2011
beleza
Estava à toa na aula, então resolvi dar uma pesquisada sobre o Henry Miller (estou com saudade) e me deparei com esse belo trecho:
A man writes to throw off the poison which he has accumulated because of his false way of life. He is trying to recapture his innocence, yet all he succeeds in doing is to inoculate the world with a virus of his disillusionment. No man would set a word down on paper if he had the courage to live out what he believed in....
The Rosy Crucifixion I : Sexus (1949), Chapter 1. (New York: Grove Press, c1965, p. 17-18)
A man writes to throw off the poison which he has accumulated because of his false way of life. He is trying to recapture his innocence, yet all he succeeds in doing is to inoculate the world with a virus of his disillusionment. No man would set a word down on paper if he had the courage to live out what he believed in....
The Rosy Crucifixion I : Sexus (1949), Chapter 1. (New York: Grove Press, c1965, p. 17-18)
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Wednesday, April 06, 2011
mortalhas & hesitações
Há uma árvore neste peito. Sinto-a espalhar-se o tempo inteiro. É o início da primavera. Vou contar a vocês quando as folhas vão começar a cair. Elas nunca irão começar a cair.
Neste peito há uma árvore que nunca pára de crescer.
Diários de Jack Kerouac
Neste peito há uma árvore que nunca pára de crescer.
Diários de Jack Kerouac
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Thursday, March 24, 2011
...
You've said all that
Of course I've said all that.
What do you want?
I want to be on fire.
Why?
Because I'm inflammable. I
am serious.
You've said all that -
Of course I've said all that.
You don't know what you want,
And you say life is not enough.
Life is not enough.
Then what is enough?
To feel - or I die.
What will you feel?
Fires.
Then go ahead and burn.
But life is not on fire.
Then die.
Corporeally?
--
Yes.
Jack Kerouac
Of course I've said all that.
What do you want?
I want to be on fire.
Why?
Because I'm inflammable. I
am serious.
You've said all that -
Of course I've said all that.
You don't know what you want,
And you say life is not enough.
Life is not enough.
Then what is enough?
To feel - or I die.
What will you feel?
Fires.
Then go ahead and burn.
But life is not on fire.
Then die.
Corporeally?
--
Yes.
Jack Kerouac
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Wednesday, March 23, 2011
all or nothing at all
Será mesmo que o paraíso está em toda a parte e toda estrada nos leva lá se seguirmos por ela tempo suficiente? Henry, não me abandone neste momento! Acho que terei que ir ao Epidauro para descobrir qual caminho seguir.
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Tuesday, March 22, 2011
Segunda-Feira, 23 de Agosto de 1948
Bem, esses são meus sentimentos... Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) - e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. Eu digo que eles não merecem nada além de desprezo por isso, e a próxima coisa que você sabe, claro, eles todos estarão marchando para alguma guerra aniquiladora que seus líderes corruptos começarão para manter as aparências (decência e honra) e "fechar as contas". Afinal, que aconteceria com o sistema precioso de gastos e despesas se nossas exportações encontrassem concorrência na Rússia. Caguei para os russos, caguei para os americanos, caguei para todo mundo. Vou viver a vida do meu jeito "preguiçoso coisa ruim", é isso que eu vou fazer. - Esta noite li Notas do Subterrâneo. Outra noite tinha lido No Coração das Trevas, você sabe. Agora vou ler muito. Também lendo Tom Sawyer Abroad. Comecei o último capítulo em um estilo relaxado, só para ver como vai funcionar. O único problema com meu texto é o excesso de palavras... mas, veja só, "pensamentos verdadeiros" abundam em Town and City, o que anula o mínimo dano do excesso de palavras. Agora vou afiar as coisas. Tenho outro romance em mente - On the Road* - sobre o qual estou sempre pensando: sobre dois caras que vão de carona para a Califórnia em busca de algo que na verdade eles não encontram, e se perdem na estrada, e fazem todo o caminho de volta com esperanças de algo mais. Além disso, estou descobrindo um novo princípio da literatura. Mais depois.
*primeira menção que Kerouac faz a On the Road em seus diários
*primeira menção que Kerouac faz a On the Road em seus diários
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Saturday, March 12, 2011
não se pode derrotar a sinceridade
Cheguei em casa pensando, "Agora vou contar a vocês o que eu penso sobre tudo". Pensei em "tomar uma decisão" de uma vez por todas, mas acabei percebendo que eu estou no caminho certo em nunca "tomar uma decisão". Ainda digo que minha vida é um esforço contínuo para alcançar a perfeição da dúvida - (e isso é mais religioso do que parece). Meu tipo de dúvida não é propositadamente desdenhosa. Também compreendi que apesar de, na verdade, eu ser um cara muito burro no meio de um monte de amigos inteligentes e brilhantes, eu mesmo tenho uma inteligência significativa. Se eles (sabem tudo), e eu, nada, ainda assim sei a relevância de tudo.
Os homens chegam ao rio do destino e não podem fazer outra coisa que não atravessá-lo.
Diários de Jack Kerouac, 1947-1954
Os homens chegam ao rio do destino e não podem fazer outra coisa que não atravessá-lo.
Diários de Jack Kerouac, 1947-1954
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Sunday, March 06, 2011
i will
Esta noite vou escrever muito bem e amar muito bem e estrangular essa loucura. Estou sentindo na carne essas malditas mudanças de intenção, as mãos ensangüentadas, e vou jogá-las aos ventos, assim. Eu desafio o que quer que venha a mim em horas como essa para me olhar nos olhos, eu desafio pela propriedade de meu ser: - talvez pela variedade. Oh, sim, sei que nunca deveria ter sido um escritor, não é da minha natureza, mas vamos ver isso no final. 2000 palavras esta noite.
Diários de Jack Kerouac, 1947-1954
Diários de Jack Kerouac, 1947-1954
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Tuesday, February 15, 2011
trecho da oitava elegia
Quem nos inverteu assim, para que,
não importa o que façamos, estarmos na postura
de alguém que se vai? E como aquele, na última
colina, da qual vê - uma vez mais - o seu vale
por inteiro, volta-se, aguarda, hesita -:
assim vivemos nós, sempre em despedida
Rainer Maria Rilke, Elegias de Duíno
não importa o que façamos, estarmos na postura
de alguém que se vai? E como aquele, na última
colina, da qual vê - uma vez mais - o seu vale
por inteiro, volta-se, aguarda, hesita -:
assim vivemos nós, sempre em despedida
Rainer Maria Rilke, Elegias de Duíno
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