Tuesday, July 29, 2008

wake up alone

Acordei umas 30 vezes durante essa noite e, em todas, ouvi barulho de chuva. Não creio que terei que encarar a rua agora. Hoje seria um bom momento pra virar uma chata de galochas.

Voltei a achar que A Slippery Subject é uma ótima música. Como eu sou estável, hein? Impressionante.

Saturday, July 26, 2008

b a n a n a s

Não é todo dia que se acorda no meio da madrugada sem nenhum sono, então liguei o computador e coloquei algumas coisas pra baixar. Isso incluiu algumas musiquinhas dos Bananas. Mas assim, sem esperar nada demais, só pra completar a discografia mesmo. Veio tudo rápido (devido ao fato de cada música deles ter em média 1:30 min), então ligay o som e deixei rolando aleatoriamente (não havia nenhum grande interesse em alguma em especial) quando de repente começa A Slippery Subject. Meu Dels. Grudenta, bonitinha, dançante, empolgante. Ok, você perdeu. Não deve ser tudo isso, mas digamos que tinha "cara de música que a Flávia gosta". Depois de ouvir umas seis vezes seguidas resolvi procurar no Google a letra. Eis que me deparo com a descrição do meu dia-a-dia (tá, nem tanto, mas há semelhanças):

Sing it again now, I feel so sick that I could die
I've been to the doctor, he already told me
There is nothing he can do
There's nothing wrong with me
That he can figure out
So why do I always feel like I'm falling apart from the inside out?
Sing it again now, I feel so lonesome I could cry
My friends all tell me it's all in my head now
They say I'm not even trying
I know they're right, I've been like this ever since I was small
I feel like the world's against me, like I've got my back up against the wall
So I just lay in bed all day
With ice on my head, but it's still the same
Just stare at the wall, what if I never feel ok
It's alright
Sing it again now, gotta admit what I know is true
I'm all broke down, cause I know I still want you
I'm just like everybody else
It's a slippery subject that we never talk about
It's always the same old shit
Makes us fall apart from the inside-out again

"Só não gosto do que não me agrada" - Sal Paradaise

Talvez 4 AM seja melhor. Agora que eu já ouvi mais ou menos umas 89 vezes A Slippery Subject enquanto escrevia aqui, to achando que é meio enjoativa e/ou cansativa. Viu? Esse é o problema de bandas não totalmente boas. Parecem a salvaçãodo dia, mas chegando ao fim dele tu já está de saco cheio delas.

Wednesday, July 23, 2008

my name is patty



daytime hooker.
melhor personagem, ahaha.

Monday, July 21, 2008

get out

My place is not a home, don't make no difference
But I have found that I need a place to stay

Sunday, July 13, 2008

brasil, sil, sil

Eu que sou muito exigente ou as pessoas realmente NÃO SÃO NEM UM POUCO INTERESSANTES? Me senti nadando num mar de xurume ontem, e olha que o meu humor estava semi-ok.
Acho que eu fiquei mal acostumada. Não há solução. Só o tempo, talvez (...uns 5 anos).

Ressaca de cu é rôla, a greve continua e eu recoloquei o meu piercing. Então nem tudo está perdido.

X - Poor Girl
Baita música. Preferida da semana, sem dúvida.

Tuesday, June 24, 2008

não bebo vinho

Mesmo assim resolvi retomar a leitura dos Vagabundos Iluminados, que eu havia abandonado há mais de um ano. E incrivelmente a história estava exatamente onde eu me encontro agora. Li quase toda parte final em minutos, achei ótimo e me pergunto POR QUE EU PAREI DE LER? Achava cansativo. Como assim? Será que eu mudei tanto de lá pra cá? Será que existe a hora certa pra cada livro e aquela não era a dele? Não estaria Sal Paradaise preparado pra cair na farra com os Budistas? Sei lá.

Chegou a noite da festança. Praticamente dava pra ouvir o agito das preparações lá embaixo e fiquei deprimido. "Ah meu Deus, sociabilidade é só um grande sorriso e um grande sorriso não passa de um monte de dentes, eu gostaria de simplesmente poder ficar aqui e descansar e ser bom." Mas alguém me levou um pouco de vinho e me fez entrar no clima.

Kerouac

Thursday, June 19, 2008

alone with everybody


the flesh covers the bone
and they put a mind
in there and
sometimes a soul,
and the women break
vases against the walls
and the men drink too
much
and nobody finds the
one
but keep
looking
crawling in and out
of beds.
flesh covers
the bone and the
flesh searches
for more than
flesh.

there's no chance
at all:
we are all trapped
by a singular
fate.

nobody ever finds
the one.

the city dumps fill
the junkyards fill
the madhouses fill
the hospitals fill
the graveyards fill

nothing else
fills.


Bukowski

Tuesday, June 17, 2008

dando nomes aos bois

Freak Me Out e My Best Friend são as duas músicas terríveis que eu citei no post abaixo.

Bem que a Amy Winehouse podia regravar Proud Mary, né? Aposto num belo resultado.

Monday, June 16, 2008

silly girl

A festa hollava solta aqui em casa e eu me sentindo extemamente ridícula (pelos motivos de sempre dos últimos meses). Optei por ficar ouvindo Descendents, na esperança de voltar aos 17 e me sentir normal. Deu (um pouco) certo, então saí da toca e quando me dei conta não tinha apenas ido devolver uma lata vazia na cozinha, estava com mais duas na pança e conversando num volume elevado com pessoas que não sei o nome. Minutos depois senti que o meu rosto tava quente, então alguém confirmou que eu tava totalmente ROSA. Ok, é a chegada oficial do porre. Resolvi dizer adeus e ir pra festa.
Não falaria disso aqui, mas queria comentar que um bêbado mala (um dos 30 mil presentes no local) me fez o grande elogio “tu é mais bonita que a Amy Winehouse”. Veja bem, atualmente todas pessoas do mundo são mais bonitas do que ela.


E aproveitando o momento, devo dizer que os covers que ela grava são melhores do que as músicas próprias. Não que sejam ruins, bem pelo contrário, mas ela andou gravando uns ska lindos, estou apaixonada, mas anda não me prestei a descobrir de quem são originalmente.


Passando de cerveja e recalque pra música definitivamente, quero dizer que o cd novo do Weezer, se é que se trata de um disco pronto mesmo e não só músicas soltas, é uma bosta. Depois de achar o Maladroit merda-quente, voltei a crer na vida com o Make Believe, apesar de não ser uma grande álbum e ter 2 músicas vergonhosas, das quais tive um branco no momento e não lembro o nome. Enfim, acontece. Então basicamente larguei de mão a banda (eles vão ficar muito preocupados agora). Se eles tivessem parado no disco verde, sairiam de cena como BAITA BANDA. Agora já considero que só tendem a ficar cada vez mais decadentes. E não importa se tem um clipe legal ou algumas músicas engraçadinhas, pra mim Weezer útil era no estilo Pinkerton e isso não existe mais.

Não sei o que é pior: o frio ou o fato de saber que a essa hora o Mukeka deve estar começando um show incrível e eu estou de pijama ouvindo músicas de amor. I’d rather be POGANDO.

Nem tudo é o que parece. Tô curiosa sobre algo que eu li (e provavelmente ofendida), mas não vou dar o braço a torcer. Ainda.



Monday, May 19, 2008

"o nome desse som é barra"

Como se fosse o fim de um lamento
Mas, tô esperto, eu não me iludo
Sei que não é assim
Só que às vezes eu não sei agir
Vem mais perto
Eu te aceito
Sem ressentir
E eu não reclamo mais
Um soco pra acalmar
Eu nunca andei reto
Um soco pra estragar
Meu dia
(meu dia ah, ah, ah)
Lembro dias perfeitos
Que você criou pra mim
Nem tão perfeitos assim
Um sábado, um trago, um estrago
Agosto vai passar
Um sábado, um trago, um estrago
Agosto vai passar
Agosto vai passar
Agosto vai passar

/polara

Tuesday, May 13, 2008

...

Judas desabafa: "Me pegaram pra Cristo"

Monday, May 05, 2008

baita banda

Se alguém no mundo ler esse blog ainda, por favor, BAIXE ESSA BANDA: The Thermals. Digo, faça um favor a si próprio, porque todas músicas são ótimas. Eu sou totalmente contra baixar discos inteiros (mesmo que isso pareça idiota, é uma questão de computador ruim, economizar espaço e tudo mais), mas depois de ouvir 4 músicas deles às 7 da manhã, com chuva e de ressaca, cheguei em casa e baixei os 3 discos já gravados. Ok, talvez existam outras coisas, mas eu não procurei informaçoes sobre a banda, e nem irei.

Indico (pra começar): How We Know, Test Pattern, A Passing Feeling, A Pillar of Salt, It's Trivia, No Culture Icons e Our Trip.

Memory wise
Memory flies
Memory barely satisfies
The past steals
It's a passing feeling

Memory wise
Memory flies
Memory rarely satisfies
The past tense
Tense and bleeding

You can choke
Or you can focus
I wanna forget
I don't wanna forget
I don't wanna forget

Memory knows
Memory goes
Memory dulling
But I'm learning slow
The passing heals
The past is healing

Saturday, May 03, 2008

tempestade bipolar

eu vou embora, mas não vou dormir
tenho pressa embora não pareça
é difícil, é difícil, é difícil
eu queria ser seu

meus cumprimentos, polara.

Wednesday, April 16, 2008

fabulário geral do delírio cotidiano

Andava com mania de suicídio e com crises de depressão aguda; não suportava ajuntamentos perto de mim e, acima de tudo, não tolerava entrar em fila comprida pra esperar seja lá o que fosse. E é nisto que toda sociedade está se transformando: em longas filas à espera de alguma coisa. Tentei me matar com gás e não consegui. Mas tinha outro problema. Levantar da cama. Sempre tive ódio disso. Vivia afirmando: "As duas maiores invenções da humanidade foram a cama e a bomba atômica; não saindo da primeira, a gente se salva, e, soltando a segunda, se acaba com tudo". Acharam que estava louco. Brincadeira de criança, é só disso que essa gente entende. Passam da placenta pro túmulo sem nem se abalar com esse horror que é a vida.

Bukowski

Sunday, April 13, 2008

Wednesday, March 19, 2008

the night i lost the will to fight

I need a catalyst, to rekindle the flame
That once burned within these fists where defeat remains
One February night, we screamed our agonies
And I swear I tried to care
I tried, I tried...
And I lost the will to fight...

Wednesday, February 20, 2008

sex and dying in high society

A raça humana sempre me causou nojo. Intrinsecamente, o que torna tudo nojento é a morbidez do relacionamento familiar, o que abrange casamento, intercâmbio de poder e auxílio, e isso, feito ferida, uma lepra, transforma-se então: no vizinho de porta, na redondeza, no bairro, na cidade, no município, no estado, no país... em todo mundo, um agarrado ao cu do outro, na colmeia da sobrevivência pela imbecilidade de um medo animalístico.

Hank, mais um vez.

Wednesday, February 13, 2008

political science

No one likes us - I don't know why
We may not be perfect, but heaven knows we try
But all around, even our old friends put us down
Let's drop the big one and see what happens

We give them money-but are they grateful?
No, they're spiteful and they're hateful
They don't respect us-so let's surprise them
We'll drop the big one and pulverize them

Asia's crowded and Europe's too old
Africa is far too hot
And Canada's too cold
And South America stole our name
Let's drop the big one
There'll be no one left to blame us

We'll save Australia
Don't wanna hurt no kangaroo
We'll build an All American amusement park there
They got surfin', too

Boom goes London and boom Paree
More room for you and more room for me
And every city the whole world round
Will just be another American town
Oh, how peaceful it will be
We'll set everybody free
You'll wear a Japanese kimono
And there'll be Italian shoes for me

They all hate us anyhow
So let's drop the big one now
Let's drop the big one now


Música antiga, letra atual. Randy Newman foi o guru, Pedrinho é o messias.
E eu não sei de mais nada.

Wednesday, January 16, 2008

ereções

Depois de algum tempo (ok, muito tempo) sem ler ou lembrar deste adQuerido blog, retorno.

"...são movidos pelo tédio e pouco estão ligando se a gente morre, sai voando ou dá um peido. Não, peidar já é considerado exagero".

É cara dura não colocar o parágrafo inteiro, mas a idéia está toda aí e não importa do que se trata. Eu conto, é sobre médicos, mas eu aplico a todas pessoas.

Tuesday, August 28, 2007

uma que eu poderia ter escrito

The Night I Was Going To Die
the night I was going to die
I was sweating on the bed
and I could hear the crickets
and there was a cat fight outside
and I could feel my soul dropping down through the
mattress
and just before it hit the floor I jumped up
I was almost too weak to walk
but I walked around and turned on all the lights
and then I went back to bed
and dropped it down again and
I was up
turning on all the lights
I had a 7-year-old daughter
and I felt sure she wouldn't want me dead
otherwise it wouldn't have
mattered
but all that night
nobody phoned
nobody came by with a beer
my girlfriend didn't phone
all I could hear were the crickets and it was
hot
and I kept working at it
getting up and down
until the first of the sun came through the window
through the bushes
and then I got on the bed
and the soul stayed
inside at last and
I slept.
now people come by
beating on the doors and windows
the phone rings
the phone rings again and again
I get great letters in the mail
hate letters and love letters.
everything is the same again.

(Bukowski)

Thursday, August 23, 2007

polaris

Eu fiz questão de esquecer
Lágrimas caladas esquecer
Derramei teu nome pelo chão
E nada mais crescia nesse chão

Vai voltar por não ter aonde ir
Vai voltar, voltar
E me acordar.

Ta aí uma banda daqui que não soa (graças ao bom gód) como bandagaúcha. Sim, eu tenho uma implicância com esse ar de bandagaúcha mesmo. Tudo me lembra TNT/CachorroGrande e eu fico enjoada.
Ah, a banda citada ali é a Pública. Aquela que eu perdi o show (que novidade) semana passada e me arrependo fortemente. Não foi por um bom motivo, fato.
Só pra não causar polêmica, vale lembrar de outra que não me soa como bandagaúcha: Superguidis. Esses sim, uso a camiseta mesmo sendo larga-e-curta-e-transparente.

Saturday, July 07, 2007

vagabundo iluminado

"É o vazio, tudo é vazio, as coisas só vêm para ir embora, todas as coisas feitas precisam ser desfeitas, e elas precisam ser desfeitas simplesmente porque foram feitas!"

Jack Kerouac

Tuesday, July 03, 2007

big hands

eu fico o dia inteiro imaginando onde você está
o que você estará fazendo numa hora dessas
será que aconteceu alguma coisa
que te fez lembrar de mim?
será que a gente estará junto no futuro?
acho que sim.
todo dia, toda hora, o tempo todo
eu tô falando em você
e toda vez que isso acontece
eu tento disfarçar, desdizer
pra que ninguém perceba o que se passa no meu coração
eu me pergunto
eu consegui dissimular?
acho que não.
...
(a 300km/h)

disco novo do autoramas está ótimo. bom, só por ter uma música chamada HOTEL CERVANTES eu já falaria bem dele, mas tem várias boas e o encarte está belo também. enfim, o que eu esperava. sempre o ''melhor disco do ano". (vamos lá droks, fale mal da banda agora, já estou preparada)

dia 13 tem show do colibri (se alguém souber onde, me avise. grata desde já)
dia 8 tem jay adams fazendo aquele baile bonito - como sempre - no garagem. 6 da tarde, 5 pila. vamos lá, jovens. certamente rola um cover de descendents e isso já compensa o frio e o ingresso. sem falar no pogo feminino - confirmado.

beijos libertinos

Thursday, June 28, 2007

roll the dice



if you’re going to try, go all the way.
otherwise, don’t even start.

if you’re going to try, go all the way.
this could mean losing girlfriends,
wives, relatives, jobs and
maybe your mind.

go all the way.
it could mean not eating for 3 or 4 days.
it could mean freezing on a
park bench.
it could mean jail,
it could mean derision,
mockery,
isolation.
isolation is the gift,
all the others are a test of your
endurance, of
how much you really want to
do it.
and you’ll do it
despite rejection and the worst odds
and it will be better than
anything else
you can imagine.

if you’re going to try,
go all the way.
there is no other feeling like
that.
you will be alone with the gods
and the nights will flame with
fire.

do it, do it, do it.
do it.

all the way
all the way.

you will ride life straight to
perfect laughter, its
the only good fight
there is.

Bukowski